(In)Competências...

Que me perdoem os leitores mas, eu, hoje, preciso de escrever umas linhas...

Ando numa fase terrível! Fase longa, que teima em não acabar...

Passo a explicar.

Conforme muitos sabem, eu gosto destas coisas: computadores, Internet, software Open Source, etc... Desde sempre! E são as minhas ferramentas de trabalho quotidianas!

Ora, apesar de não ser “informático”, desenrasco-me muito bem. Tenho centenas, milhares de horas de autoformação e de formação na bagagem! Muitas mais de autoformação do que das últimas. E, permitam-me, as primeiras, ao longo destes 38 anos de aprendizagem, têm sido bem melhores! Obrigado a todos aqueles que, aqui, nesta nossa casa comum, a Internet, partilham generosamente a sua sabedoria. Um grande bem-haja para todos!

Ora, partindo do mesmo espírito, este ano, tenho feito inúmeras sugestões, que visam ajudar os outros a melhorar o seu trabalho, a serem mais produtivos, a pouparem tempo, a si próprios e aos outros, enfim, a fazerem mais e melhor, em menos tempo, de forma mais segura. Tenho-as feito profissionalmente e a amigos.

Então não é que, salvo raríssimas exceções, estou cansadinho de receber respostas negativas!

As pessoas não estão mesmo interessadas em melhorar o seu trabalho e o dos outros! Não querem aprender nada! E não me conseguem mostrar, assim como se eu fosse uma criancinha pequenina, porque é que estão certas e eu estou errado!

Mas, atenção, eu estou sempre disponível para ajudar a melhorar, para ensinar!

Ainda falam dos alunos! Os alunos têm seguido, salvo algumas exceções, todos os conselhos! E não fazem mais, não seguem mais e melhores conselhos porque não lhos dão ou não lhos sabem fazer chegar!

O último choque frontal foi quando, na sequência de uns e-mails em que se pedia o preenchimento dumas folhas de cálculo a cerca de uma dúzia de professores, coisa que eu, aliás já tinha feito, eu sugeri que o ficheiro fosse partilhado numa qualquer nuvem. O que eu fui fazer!

Bem, eu tenho 8 turmas, cada uma com cerca de 12 professores. Não sei se estão a ver a quantidade de ficheiros individuais a passear de e-mail, todas as semanas...

Já agora, cada Diretor de turma, no fim, tem de fazer um só ficheiro com os dados de todos! Belo petisco...

A minha sugestão não foi bem aceite... Uma colega enviou o meu e-mail para a minha superiora hierárquica, descontextualizado, e eu recebi um raspanete a dizer que eu nunca colaborava com os colegas, que estava sempre “do contra”, etc...

Lá lhe respondi que não, que não era bem assim... Enfim...

No fim, e depois de algumas voltas engraçadas, está a minha mulher aqui a trabalhar numa dessas folhas de cálculo (ela trabalha como eu), envia essa folha para diante, com as nossas sugestões, et voilá!, a proposta surge para todos usarem. Outro colega estava a fazer o mesmo em simultâneo para outro nível de ensino e também foi aceite.

Conclusão: eu, que passo horas a ajudar os outros, agora passo a ser “do contra”?! Depois, aceitam as nossas sugestões, não sem antes denegrirem o meu trabalho e a minha relação profissional com os colegas.

Bem... Como aceitaram o trabalho de minha mulher, devo concluir que eu sou feio... Eu também acho que a minha mulher é mais bonita! Mas, se calhar, não precisavam de ser tão desagradáveis comigo! Onde está a humanidade? Onde está o respeito pela nossa Constituição? A beleza é um fator discriminatório, agora?

Serei eu que não sei escolher os colegas? Mas... Eu não os posso escolher! Eles são-me dados!

Acho que já sei... Como não os posso escolher, talvez seja melhor escolher não meter o bedelho onde não sou chamado. Eu até tenho um nariz avantajado! É melhor não o andar a meter por aí a querer ajudar quem não quer ser ajudado. Pode ser que, assim, eu e a minha mulher passemos a ter mais tempo para nós, em vez de andarmos a perder horas infinitas a tentar ajudar outros colegas...

Não, não irei fazer isso. Irei, simplesmente, escolher as pessoas merecedoras do meu tempo e da minha ajuda.

Assim, tenho a certeza, seremos mais felizes!

Um grande bem-haja a todos!